Relicário de pensamentos

Resolvi aderir ao blog, pra guardar o que me faz pensar, rir, melhorar ou me distrair e que muitas vezes quero dividir! Textos que refletem o que estou sentindo, músicas que falam por mim ou opiniões que compartilho.

RESILIÊNCIA

9 de janeiro de 2009

…característica das pessoas resilientes, que conseguem enfrentar situações difíceis sem se desestruturar. “Resiliência é quando a pessoa supera uma tragédia ou uma crise e consegue voltar para o trabalho, para as relações sociais e afetivas”, diz Kátia Monteiro de Benedetto Pacheco, psicóloga do Instituto de Reabilitação do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Não significa que a pessoa não sofra. Ela sofre. Mas consegue continuar desempenhando os papéis de antes. Às vezes, até revê seus valores.” Para Esdras Guerreiro Vasconcellos, psicólogo e professor de pós-graduação do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, o resiliente torna-se mais humano após passar por uma grande dificuldade. “Ele tem uma crença inabalável na vida”, diz Esdras. “O resiliente passa por crises. Mas se renova e se revitaliza na própria crise.”

Para os especialistas em resiliência, desenvolver a capacidade de vislumbrar o que pode ser feito para se adaptar à nova realidade independe da fé – mas, quando existe, a fé pode ajudar a enfrentar situações difíceis de maneira mais positiva. “A pessoa que usa a religião como um apoio, para se fortalecer e procurar superar os obstáculos, terá um melhor resultado na resiliência”, diz Kátia Pacheco, do Hospital das Clínicas.

De maneira paradoxal, o Natal pode ser também uma fonte de frustrações. Segundo o psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira, professor de Medicina e Espiritualidade da Universidade de São Paulo, é a época do ano com maior número de surtos psicóticos, suicídios e situações de violência. Como as festas de final de ano são datas que costumam ser alegres, quem está de luto tende a se sentir excluí­do. “É importante encontrar um espaço para a dor nesses momentos”, diz a psicóloga Valéria Tinoco. “É bom falar da pessoa querida, marcar a ausência ajuda. Fingir que nada aconteceu é ruim.” Para evitar sentimentos extremados, Sérgio Oliveira, que é espírita, recomenda buscar a renovação em si próprio, nos gestos que estão ao alcance de cada um. “Quem perdeu um parente querido pode se envolver com projetos de caridade”, afirma. “Procurar uma causa social ajuda muito: fazer o Natal num orfanato, num asilo. É uma idéia que tem muito mais afinidade com Cristo e que traz um consolo.”

Meu momento

21 de outubro de 2008

Nem extrema alegria, nem extrema tristeza - serenidade!!!

Atriz

De volta ao trabalho, era difícil acreditar. Meu corpo estava presente, mas a alma ficava vagando. Meu coração estava confuso. Foi preciso um bom tempo para que eu voltasse a sentir as coisas, para que eu de novo procurasse o meu lugar.

Eu observava as pessoas como uma extra-terrestre. Nada fazia sentido. Um colega nervoso por causa da lentidão de um computador me parecia uma cena absurda. "Será que ele tem idéia de que eu mal consigo respirar?", eu costumava pensar. Nada, ninguém, nenhum assunto ou urgência tinha significado diante da minha perda.

É normal que a gente se sinta assim, como se tivessse o maior problema do mundo. O maior problema é sempre o nosso, pois somos nós que temos que resolvê-lo. E o meu problema não era a morte, pois para ela não existe solução. Meu problema era conseguir disfarçar minha própria ausência.

Entrar em uma reunião, sorrir para o cliente e fazê-lo acreditar que eu estava mesmo interessada em seu aumento de vendas era exercício de atriz. E por uma questão de sobrevivência, eu precisava encenar aquela peça quantas vezes fosse necessário…

Cristina Guerra

 

 

The Show Must Go On

22 de julho de 2008

Queen

Empty spaces - what are we living for
Abandoned places
I guess we know the score
On and on, does anybody know what we are looking for…
Another hero, another mindless crime
Behind the curtain, in the pantomime
Hold the line, does anybody want to take it anymore
The show must go on
The show must go on, yeah
Inside my heart is breaking
My make - up may be flaking
But my smile still stays on

Whatever happens, I’ll leave it all to chance
Another heartache, another failed romance
On and on, does anybody know what we are living for ?
I guess I’m learning (I’m learning learning, learning)
I must be warmer now
I’ll soon be turning (turning, turning turning)
Round the corner now
Outside the dawn is breaking
But inside in the dark I’m aching to be free
The show must go on
The show must go on, yeah, yeah
Ooh, inside my heart is breaking
My make - up may be flaking
But my smile still stays on

Yeah yeah, whoa wo oh oh

My soul is painted like the wings of butterflies
Fairytales of yesterday will grow but never die
I can fly - my friends
The show must go on (go on, go on, go on) yeah yeah
The show must go on (go on, go on, go on)
I’ll face it with a grin
I’m never giving in
On - with the show

Ooh, I’ll top the bill, I’ll overkill
I have to find the will to carry on
On with the show
On with the show
The show - the show must go on
Go on, go on, go on, go on, go on
Go on, go on, go on, go on, go on
Go on, go on, go on, go on, go on
Go on, go on, go on, go on, go on
Go on, go on

Noites Traiçoeiras

13 de julho de 2008

Padre Marcelo Rossi
Composição: Carlos Papae

Deus está aqui neste momento
Sua presença é real em meu viver
Entregue sua vida e seus problemas
Fale com Deus, Ele vai ajudar você.

Ôôôô
Deus te trouxe aqui
Para aliviar os teus sofrimentos

Ôôôô
É Ele o autor da fé
Do princípio ao fim
De todos os seus momentos
(refrão)
E ainda se vier, noite traiçoeira
Se a cruz pesada for, Cristo estará contigo
O mundo pode até
Fazer você chorar
Mas Deus te quer sorrindo (bis)

Seja qual for o seu problema
Fale com Deus, ele vai ajudar você
Após a dor vem a alegria
Pois Deus é amor e não te deixará sofrer

Ôôôô
Deus te trouxe aqui
Para aliviar os seus sofrimentos
É Ele o autor da fé
Do princípio ao fim
De todos os seus momentos

E ainda se vier, noite traiçoeira
Se a cruz pesada for, Cristo estará contigo
O mundo pode até
Fazer você chorar
Mas Deus te quer sorrindo

Eu Sei Que Vou te Amar

29 de junho de 2008


Tom Jobim
Composição: Vinícius de Moraes

Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Prá te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida

Meu mundo e nada mais

16 de junho de 2008

Guilherme Arantes

Quando eu fui ferido

Vi tudo mudar

Das verdades Que eu sabia…

Só sobraram restos

Que eu não esqueci

Toda aquela paz

Que eu tinha…

Eu que tinha tudo

Hoje estou mudo

Estou mudado

À meia-noite, à meia luz

Pensando! Daria tudo, por um modo

De esquecer…

Eu queria tanto

Estar no escuro do meu quarto

À meia-noite, à meia luz

Sonhando! Daria tudo, por meu mundo

 E nada mais…

 Não estou bem certo

 Que ainda vou sorrir

Sem um travo de amargura…

Como ser mais livre

Como ser capaz

 De enxergar um novo dia…

Eu que tinha tudo

Hoje estou mudo

Estou mudado

À meia-noite, à meia luz Pensando! Daria tudo, por um modo

 De esquecer…

Eu queria tanto

Estar no escuro do meu quarto

À meia-noite, à meia luz Sonhando!

 Daria tudo, por meu mundo

E nada mais…

ANTE AOS QUE PARTIRAM

24 de maio de 2008

Nenhum sofrimento, na Terra, será talvez comparado ao daquele coração que se debruça sobre outro coração regelado e querido que o ataúde transporta para o grande silêncio. Ver a névoa da morte estampar-se, inexorável, na fisionomia dos que mais amamos, e cerrar-lhes os olhos no adeus indescritível, é como despedaçar a própria alma e prosseguir vivendo. Digam aqueles que já estreitaram de encontro ao peito um filhinho transfigurado em anjo da agonia; um esposo que se despede, procurando debalde mover os lábios mudos; uma companheira cujas mãos consagradas à ternura pendem extintas; um amigo que tomba desfalacente para não mais se erguer, ou um semblante materno acostumado a abençoar, e que nada mais consegue exprimir senão a dor da extrema separação, através da última lágrima. Falem aqueles que, um dia, se inclinaram, esmagados de solidão, à frente de um túmulo; os que se rojaram em prece nas cinzas que recobrem a derradeira recordação dos entes inesquecíveis; os que caíram, varados de saudade, carregando no seio o esquife dos próprios sonhos; os que tatearam, gemendo, a lousa imóvel, e os que soluçaram de angústia, no ádito dos próprios pensamentos, perguntando, em vão, pela presença dos que partiram. Todavia, quando semelhante provação te bata à porta, reprime o desespero e dilui a corrente da mágoa na fonte viva da oração, porque os chamados mortos são apenas ausentes e as gotas de teu pranto lhes fustigam a alma como chuva de fel. Também eles pensam e lutam, sentem e choram. Atravessam a faixa do sepulcro como quem se desvencilha da noite, mas, na madrugada do novo dia, inquietam-se pelos que ficaram… Ouvem-lhes os gritos e as súplicas, na onda mental que rompe a barreira da grande sombra e tremem cada vez que os laços afetivos da retaguarda se rendem à inconformação ou se voltam para o suicídio. Lamentam-se quanto aos erros praticados e trabalham, com afinco, na regeneração que lhes diz respeito. Estimulam-te à prática do bem, partilhando-te as dores e as alegrias. Rejubilam-se com as tuas vitórias no mundo interior e consolam-te nas horas amargas para que te não percas no frio do desencanto. Tranqüiliza, desse modo, os companheiros que demandam o Além, suportando corajosamente a despedida temporária, e honra-lhes a memória, abraçando com nobreza os deveres que te legaram. Recorda que, em futuro mais próximo que imaginas, respirarás entre eles, comungando-lhes as necessidades e os problemas, porquanto terminarás também a própria viagem no mar das provas redentoras. E, vencendo para sempre o terror da morte, não nos será lícito esquecer que Jesus, o nosso Divino Mestre e Herói do Túmulo Vazio, nasceu em noite escura, viveu entre os infortúnios da Terra e expirou na cruz, em tarde pardacenta, sobre o monte empedrado, mas ressuscitou aos cânticos da manhã, no fulgor de um jardim. Do livro "Religião dos Espíritos", Emmanuel por Francisco Cândido Xavier, edição FEB.

Troquei

22 de maio de 2008

"Troquei a cor da angústia pelo silêncio da saudade. Dor mais doce e mais altruísta." Cristina Guerra

Aconteceu

17 de abril de 2008

E, quando o que você mais teme acontece, você está livre para não temer mais nada. Livre para saber que a vida não pode ser controlada e que há algo de maravilhoso nisso. Cristina Guerra

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